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Ergonomia

Ferramentas Ergonômicas

Ginástica Laboral

Organização do Trabalho

Qualidade de Vida no Trabalho

 


Ergonomia

DEFINIÇÃO:

  • É o estudo do relacionamento homem e o ambiente de trabalho, equipamento e ambiente, principalmente a aplicação dos conhecimentos de anatomia, fisiologia e psicologia na solução dos problemas surgidos nesse relacionamento (BROWNE, 1950);
  • Ocupa em compreender a interação entre os seres humanos e os outros elementos de um sistema, bem como a profissão que aplica teoria, princípios, dados, métodos, projetos a fim de otimizar o bem-estar humano e o desempenho global do sistema (AIE);
  • “Articular conhecimentos sobre a pessoa, sobre a tecnologia e a organização para sustentar sua prática de mudanças dos determinantes e condicionantes da atividade profissional e do uso, do manuseio de produtos ou sistemas. Trata-se de realizar uma transformação positiva na configuração da situação de trabalho e no projeto de produtos” (ABE, 2004).

ORIGEM E EVOLUÇÃO DA ERGONOMIA

  • Década de 40: necessidades da guerra, na construção de aviões mais adaptados e mais facilmente manejáveis;
  • II Guerra Mundial: equipamentos bélicos (submarinos, tanques de guerra, radares e aviões em campo de batalha);
  • Erros e acidentes eram fatais;
  • Aumento das pesquisas para a adaptação desses instrumentos bélicos às características dos operadores;
  • Atualmente: informatização nos diversos setores da economia, onde os processos devem levar em consideração as necessidades e características humanas;
  • Economia: constante transformação e aumento da competitividade, fazendo com que a ergonomia sofresse alterações;
  • Novas exigências de produtividade e desempenho: surgimento de novas concepções e práticas relacionadas à saúde e à produtividade;
  • Inatividade Física: diminuição das cargas físicas e mínima oferta de estímulos necessários para a manutenção da saúde dos sistemas musculoesquelético e cardiovascular;
  • Estresse Psíquico: aumento da jornada de trabalho, maior cobrança por desempenho, sensação de incapacidade e dificuldades de enfrentamento.

CAMERONE CORKIDALE (1994): DISTINGUEM 3 FASES IMPORTANTES DA ERGONOMIA:

  • Adaptação Homem-Máquina: os estudos se concentram sobre a máquina, procurando formar e selecionar operadores de acordo com as exigências da máquina;
  • Erro Humano: pode levar a acidentes e a custos econômicos. Consciência de que os estudos devem ser concentrados no homem a fim de respeitar e conhecer seus limites;
  • Sistema Homem-Máquina: as investigações reconduzem aos sistemas determinados pelo homem e pela máquina, buscando sua mútua adaptação e operacionalidade.

FORMAS ESPECÍFICAS DE ERGONOMIA

  • Ergonomia do Produto: concepção de produtos ergonomicamente adequados para a utilização pelos usuários;
  • Ergonomia de Produção: aplicada aos processos produtivos e estudo do trabalho em ação;
  • Ergonomia de Correção: correção de inadequações ergonômicas existentes no ambiente e no processo de trabalho;
  • Ergonomia de Concepção: desenvolvimento de produtos e processos de trabalho de acordo com princípios ergonômicos desde sua criação;
  • Ergonomia de Mudança: processo ergonômico contínuo dentro da organização, visando melhorias permanentes.

ERGONOMIA DE PRODUÇÃO

  • Sistema Homem-Máquina-Ambiente: busca do equilíbrio, identificação e correção de situações de desequilíbrio;
  • Ergonomia: adequação das condições de trabalho para alcançar o mínimo de entropia (desorganização ou perda de eficiência do sistema).

POSTO DE TRABALHO

  • É o local ou conjunto de locais específicos onde as pessoas trabalham;
  • Inclui mobiliário, equipamentos, ferramentas, materiais e ambiente de trabalho;
  • É composto pelos produtos utilizados pelas pessoas durante suas atividades laborais e pelo arranjo e pelas relações espaciais entre esses produtos;
  • Cada componente do posto de trabalho deve possuir adequação ergonômica e bom arranjo espacial;
  • Também está relacionado às características psíquicas do ambiente, como decoração, paisagismo, utilização de cores e iluminação.

SISTEMA MUSCULOESQUELÉTICO – POSTURA

  • Postura principal deve ser adequada, utilizada na maior parte do tempo e apresentar o melhor arranjo biomecânico;
  • Deve permitir posturas secundárias e variações de postura ao longo da atividade;
  • Ergonomia: prioriza a adoção de posturas neutras.

SISTEMA ÓPTICO – ZONA VISUAL DE ATENÇÃO

  • Região onde a visualização ocorre de forma mais adequada;
  • Deve considerar tamanho, distância e contraste;
  • Deve-se evitar a fadiga visual, que pode ser causada por posturas inadequadas, distorções posturais e adaptações corporais para melhorar a visualização.

POSTURAS – ADAPTAÇÃO DO POSTO DE TRABALHO

  • Permite que o indivíduo trabalhe em melhores condições posturais;
  • As posturas podem produzir cargas adequadas, excessivas ou insuficientes;
  • Cargas inadequadas podem levar a distúrbios dos sistemas corporais.

POSTURAS BÁSICAS

  • Em pé;
  • Sentado;
  • Agachado;
  • Deitado.

BOA POSTURA

  • Mantém a configuração natural da coluna vertebral;
  • Preserva as curvaturas fisiológicas;
  • Características: não exige esforço excessivo, não é cansativa e é indolor.

FATORES QUE INTERFEREM NA BOA POSTURA

  • Fatores hereditários: biotipo corporal;
  • Distúrbios do crescimento: exemplo Doença de Scheuermann;
  • Alterações estruturais da coluna vertebral: acunhamento vertebral, vértebra de transição e outras alterações anatômicas;
  • Hábitos de vida e treinamento muscular: fundamentais para a manutenção da boa postura, influenciam a postura tanto no trabalho quanto fora dele;
  • Doenças da coluna vertebral e da região pélvica: artroses, alterações discais e outras patologias osteomusculares;
  • Solicitação muscular: sobrecarga diária excessiva ou utilização insuficiente da musculatura;
  • Fatores psíquicos: importantes geradores de tensões musculares, podem provocar instabilidade postural e alterações dos movimentos, afetando principalmente a coluna vertebral e os membros superiores.


POSTURAS ADEQUADAS AO POSTO DE TRABALHO

TIPOS DE POSTURA

  • Sentada: indicada para atividades de precisão e longa duração, reduz a sobrecarga nos membros inferiores e deve permitir mudanças frequentes de posição;
  • Em Pé: indicada para atividades que exigem mobilidade e alcance amplo, favorece deslocamentos rápidos e, quando mantida por longos períodos, pode gerar fadiga muscular e sobrecarga nos membros inferiores;
  • Semi-sentada: posição intermediária entre sentar e ficar em pé, permite alternância postural, reduz a fadiga associada à permanência prolongada em uma única postura e é utilizada em alguns postos industriais, laboratoriais e de atendimento.

POSTURA SENTADA – POSTURA IDEAL

  • Coluna cervical: em posição neutra;
  • Ângulo tronco-coxa: entre 100° e 110°;
  • Membros superiores (MMSS): alinhados com o tronco, cotovelos formando ângulo entre 90° e 110° com os antebraços;
  • Punhos: mantidos em posição neutra;
  • Ângulo coxa-perna: entre 90° e 120°.

CONDIÇÕES PARA A MANUTENÇÃO DA BOA POSTURA

  • Coxas apoiadas: assento com bordas anteriores arredondadas para reduzir compressões;
  • Pés apoiados ao solo: utilizar suporte para os pés quando necessário;
  • Distância entre os olhos e a tela: entre 40 e 70 cm;
  • Posicionamento da tela: borda superior aproximadamente 10° abaixo da linha dos olhos;
  • Espaço para os membros inferiores (MMII): deve haver espaço suficiente sob a mesa;
  • Mobiliário adequado: cadeira, mesa e acessórios devem ser apropriados às características do usuário e da atividade.

AJUSTES DA CADEIRA

  • Altura regulável: permite adaptação às características do usuário e da atividade;
  • Encosto regulável: favorece o apoio adequado da coluna vertebral;
  • Assento estofado com tecido: proporciona maior conforto durante o uso prolongado;
  • Bordas anteriores arredondadas: reduzem a compressão na região posterior das coxas;
  • Espaço adequado para a região glútea: garante melhor distribuição do peso corporal;
  • Regulagem de altura e inclinação do encosto: facilita a manutenção de uma postura adequada;
  • Boa estabilidade: base sólida e segura;
  • Cinco patas com rodízios: favorecem a mobilidade, rodízios não devem ser excessivamente soltos para evitar instabilidade.

POSTURA SENTADA – MESAS

  • Bordas anteriores arredondadas;
  • Tampos de altura regulável;
  • Dois planos distintos (computador x teclado/mouse);
  • Acessórios de apoio para o carpo;
  • Apoio para os pés;
  • Suporte para documentos;
  • Suporte para o computador.






ALCANCE

  • Definição: espaços utilizados pelas mãos e braços durante o trabalho;
  • Alcance Ótimo dos Braços: girar o antebraço em torno dos cotovelos (90º);
  • Alcance Máximo dos Braços: girar os braços estendidos em torno do ombro.



CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DO POSTO DE TRABALHO

  • Mobiliário: os alcances devem propiciar as melhores situações para o trabalho; ausência de quinas vivas para evitar desconforto e compressão de segmentos corporais; relação espacial entre os móveis formando um conjunto ergonomicamente equilibrado; e proporcionar a postura principal, a mobilidade, a variabilidade e as mudanças de postura;
  • Equipamentos: peso com redução máxima possível para o transporte; forma o mais anatômica possível respeitando as características funcionais das mãos; atividades de força com pegas que utilizem mais a parte ulnar das mãos; atividades de precisão com pega focada na parte radial das mãos; pedais localizados no alcance do indivíduo para uso de forças maiores e com superfície antiderrapante.

CARACTERÍSTICAS DOS COMPONENTES DE FUNÇÃO DO SISTEMA ÓPTICO

  • Iluminação: planejamento adequado aumenta o índice de satisfação e reduz o índice de fadiga dos olhos; aproveitar o máximo de luminosidade natural do ambiente; colocar as mesas abaixo das janelas; e a extensão entre a janela e o posto de trabalho não pode ultrapassar o dobro do tamanho da janela;
  • Conforto Visual (KROEMER E GRANDJEAN, 2005): nível de luminosidade adequado, com boa quantidade de luz refletida ou emitida de uma superfície; equilíbrio espacial da luminância das superfícies; uniformidade temporal da iluminação; eliminação de ofuscamento com luzes apropriadas; e nenhuma fonte de luz deve aparecer no campo visual durante as atividades de trabalho;
  • Ofuscamento: diminuição da eficiência visual gerada por objetos ou superfícies de intensa luminância sem que haja adaptação dos olhos; ocasionado por sol, janelas, lâmpadas no campo visual ou reflexões de superfícies polidas; ocorre à medida que o ambiente escurece e diminui a luminosidade natural. Superfícies escuras absorvem mais luz que superfícies claras e, portanto, refletem menos;
  • Tipos de Ofuscamento: Direto, que ocorre ao olhar diretamente para a fonte de luz; e Indireto, que é refletido por uma superfície e alcança os olhos;
  • Contraste no Ambiente – Deve-se Evitar: paredes brancas com chão escuro e móveis escuros ou máquinas; superfícies de mesas refletoras; computadores pretos com mesas claras; partes de máquinas polidas e brilhantes; janelas contrastando com as telas dos computadores; e janelas sem persianas ou cortinas translúcidas em dias de sol.

Ferramentas Ergonômicas

AVALIAÇÃO ERGONÔMICA DO TRABALHO (AET)

  • Possibilidade de categorizar as atividades;
  • Permite modificar o trabalho;
  • Permite modificar a tarefa;
  • Buscar adaptações.

MÉTODO OWAS

  • Finlândia: 1970;
  • Objetivo: identificar e avaliar as posturas inadequadas que podem determinar o aparecimento de problemas musculoesqueléticos;
  • Propiciar melhorias do posto de trabalho;
  • Permite catalogar as posturas combinadas entre costas, braços, pernas e forças exercidas sobre o sistema musculoesquelético;
  • Cada postura é descrita por um código de 4 dígitos (tronco, braços, pernas e esforços).

MÉTODO OWAS

1.º DÍGITO: COSTAS

  • 1. Ereta;
  • 2. Inclinada para frente/trás;
  • 3. Torcida ou inclinada para os lados;
  • 4. Inclinada e torcida ou inclinada para frente e para os lados.

MÉTODO OWAS

2.º DÍGITO: BRAÇOS

  • 1. Ambos os braços abaixo da linha dos ombros;
  • 2. Um braço no nível dos ombros ou acima;
  • 3. Ambos os braços no nível dos ombros ou acima.

MÉTODO OWAS

3.º DÍGITO: PERNAS

  • 1. Sentado;
  • 2. De pé com ambas as pernas esticadas;
  • 3. De pé com os joelhos retos e o peso concentrado em uma das pernas;
  • 4. De pé ou agachado com ambos os joelhos dobrados;
  • 5. De pé ou agachado com um dos joelhos dobrados;
  • 6. Ajoelhado em ambos os joelhos;
  • 7. Andando ou se movendo.

4.º DÍGITO: LEVANTAMENTO DE CARGA OU USO DA FORÇA

  • 1. Peso ou força necessária menor que 10 kg;
  • 2. Peso ou força necessária excede 10 kg, porém é menor que 20 kg;
  • 3. Peso ou força necessária excede 20 kg.

5.º E 6.º DÍGITO: FASE DE ATIVIDADE EM TEMPO

MÉTODO RULA

  • Método de avaliação postural com diagramas para a avaliação dos MMSS e MMII;
  • As posturas são enquadradas de acordo com a angulação dos membros e do tronco;
  • Criado em 1993;
  • Possibilita avaliar a exposição do trabalhador aos fatores de risco:
    • Número de movimentos;
    • Trabalho estático;
    • Força;
    • Postura no trabalho;
    • Trabalho sem pausas.

GRUPO A

  • Braço;
  • Antebraço;
  • Punho.





GRUPO B

  • Pescoço;
  • Tronco;
  • Membros inferiores.





Ginástica Laboral

GINÁSTICA LABORAL

DEFINIÇÃO:

  • Planejada e aplicada no ambiente de trabalho.

OBJETIVOS:

  • Pausa ativa no trabalho e servir para quebrar o ritmo da tarefa desempenhada pelo trabalhador;
  • Integração dos trabalhadores no ambiente;
  • Trabalhar cérebro, mente e corpo.

CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM O HORÁRIO DE EXECUÇÃO

GINÁSTICA LABORAL PREPARATÓRIA:

  • Realizada no começo do expediente (manhã, tarde ou noite);
  • Despertar os trabalhadores para as tarefas do trabalho;
  • Preparar os trabalhadores para reagirem aos estímulos externos (risco de erro, de acidente ou necessidade de manuseio de equipamentos e máquinas que exijam muita atenção, velocidade, força e/ou repetição dos movimentos durante a execução das tarefas).

GINÁSTICA LABORAL PREPARATÓRIA (AET):

  • Exercícios de aquecimento articular e muscular;
  • Flexibilidade muscular;
  • Força muscular.

GINÁSTICA LABORAL COMPENSATÓRIA OU GINÁSTICA DE PAUSA:

  • Interrompe a tarefa que está sendo executada pelo trabalhador;
  • Após 3 ou 4 horas do início do trabalho;
  • Realizada no meio do expediente ou no horário de pico de fadiga;
  • Serve para impedir os vícios posturais e do ambiente de trabalho;
  • Utilizada para relaxar os grupos musculares envolvidos no posto de trabalho e fortalecer os grupos musculares pouco solicitados.

GINÁSTICA LABORAL RELAXANTE:

  • Ministrada no fim do expediente e iniciada 10 a 15 minutos antes do término do expediente de trabalho;
  • Geralmente aplicada em profissões que atendem público;
  • Objetivos: relaxar o corpo e extravasar as tensões acumuladas nas regiões dorsal, cervical, lombar, plantar dos pés e ombros (exercícios de relaxamento e alongamentos musculares ativos e passivos).

CLASSIFICAÇÃO

GINÁSTICA CORRETIVA:

  • Realizada em pequenos grupos;
  • Utilizada em trabalhadores que apresentam a mesma queixa álgica proveniente do trabalho;
  • Buscar promover alongamentos dos músculos em sobrecarga e fortalecer os menos utilizados;
  • Executada durante a jornada de trabalho.

GINÁSTICA LABORAL DE MANUTENÇÃO OU GINÁSTICA DE CONSERVAÇÃO:

  • Caracteriza-se por um programa de condicionamento físico que visa prevenir e/ou reabilitar doenças crônico-degenerativas, como diabetes, cardiopatias, obesidade, sedentarismo e doenças respiratórias;
  • Busca o equilíbrio fisiomorfológico do indivíduo, permitindo manter as funções fisiológicas em níveis adequados;
  • Introduzir a prática regular de atividades físicas entre os trabalhadores.

Organização do Trabalho

Organização do Trabalho

• Relaciona-se à maneira como o trabalho é distribuído no tempo, estando os indivíduos em sistemas “pessoa-meios de trabalho-ambiente”;
• Organização do trabalho: define quem faz o quê, como, quando, quanto e em que condições físicas, organizacionais, gerenciais, etc.

Aspectos Abrangentes da Organização do Trabalho

FATORES:

  • Políticas gerenciais de recursos humanos;
  • Metas organizacionais;
  • Momento vivido pelas organizações (reestruturação, desenvolvimento de novos negócios, impactos das flutuações de mercado);
  • Organograma (subordinação);
  • Cargos e salários;
  • Status conferidos aos cargos e às funções;
  • Liderança e autoridade;
  • Comunicação dentro da organização;
  • Avaliação de desempenho;
  • Promoções;
  • Recrutamento e seleção;
  • Composição da mão de obra (idade, gênero e qualificação);
  • Salários e benefícios;
  • Forma de contratação (direta, terceirização);
  • Relacionamento humano na empresa (em cada área de trabalho).

ASPECTOS ESPECÍFICOS DA ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO

CICLO:

  • Sequência de passos e ações para a execução de uma atividade;
  • Variam de acordo com a duração e diversidade.

ALTA REPETITIVIDADE:

  • Ciclos com duração menor que 30 segundos;
  • Ou ciclos nos quais mais de 50% do tempo é ocupado com o mesmo tipo de movimento.

BAIXA REPETITIVIDADE:

  • Ciclos com duração maior que 30 segundos;
  • Ou ciclos nos quais menos de 50% do tempo é ocupado com o mesmo tipo de movimento.

RITMO:

  • Velocidade com que as ações são realizadas durante o trabalho;
  • Ritmos muito lentos: monotonia;
  • Ritmos muito rápidos: tendem a gerar sobrecargas;
  • Ergonomia: encontrar ritmos adequados para que a saúde e a produtividade possam otimizar-se durante a execução das atividades.

CARGA:

  • Quantidade de exigências impostas às pessoas a partir da realização do seu trabalho;
  • É constituída por um conjunto de exigências que atua como um todo.

CARGA SENSORIAL:

  • Quantidade de estímulos sensoriais visuais, auditivos, táteis e gustativos recebidos pelas pessoas.

CARGA COGNITIVA:

  • Necessidade de utilização de funções cognitivas como memória, atenção e pensamento.

CARGA AFETIVA OU DE CONTATO HUMANO:

  • Resulta em exigências de interação afetiva próprias do trabalho;
  • Atividades de atendimento ao público;
  • Atividades na área da saúde.

CARGA VISUAL:

  • Exigências sobre o trabalho óptico.

CARGA MUSCULOESQUELÉTICA:

  • Exigências sobre o sistema musculoesquelético.

DURAÇÃO:

  • Tempo objetivamente consumido com a atividade;
  • Pode ser avaliado como um todo (jornada de trabalho) ou em partes (momentos específicos da jornada).

AUTONOMIA:

  • Possibilidade que a pessoa tem de intervir no seu trabalho;
  • Pode ocorrer na utilização de componentes, regulação do ambiente ou organização do trabalho;
  • Significa exercer controle sobre o próprio trabalho.

SOLUÇÕES UTILIZADAS EM ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO

ENRIQUECIMENTO DO TRABALHO:

  • Reduzir a fragmentação em atividades que exijam pouca variabilidade de ações e movimentos;
  • Introduzir diversidade física e psíquica;
  • Diminuir a probabilidade de monotonia e sobrecarga dos segmentos do sistema musculoesquelético.

ENRIQUECIMENTO DE ATIVIDADES:

  • Incorporação de passos ou ações que aumentem a complexidade e a diversidade das exigências.

RODÍZIO DE ATIVIDADES:

  • Alternância entre diferentes tarefas.

CÉLULAS DE PRODUÇÃO:

  • Representam uma opção importante em um momento em que o trabalho em equipe é valorizado e integrado.

SOLUÇÕES UTILIZADAS EM ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO

PAUSAS:

  • Necessidade de alternância entre esforço e repouso, entre estresse e relaxamento;
  • Períodos de recuperação de energia para a manutenção da capacidade funcional;
  • Quanto maior a intensidade e a duração do esforço, maior o número de pausas.

MICROPAUSAS:

  • Pausas com duração mínima que ocorrem em função do processo produtivo ou que as pessoas se atribuem de forma muitas vezes não consciente.

PAUSAS FORMAIS:

  • Horários de café;
  • Horários de almoço.

PAUSAS DEFINIDAS PELA ORGANIZAÇÃO ERGONÔMICA DO TRABALHO:

  • Estabelecidas em função das análises das atividades;
  • Delimitadas por períodos de tempo;
  • Geralmente incluem 10 minutos de pausa a cada 50 minutos de trabalho (5:1).

PAUSAS PARA RODÍZIO:

  • O sistema de rodízio de atividades;
  • O momento do rodízio constitui uma interrupção ou redução do esforço que vinha sendo executado.

RITMO CIRCADIANO E EFICÁCIA DA VIGÍLIA

  • A capacidade de ação e trabalho varia de acordo com o ritmo circadiano;
  • Troca do ritmo circadiano para indivíduos que se adaptam bem ao trabalho noturno;
  • Inverte o ritmo das funções orgânicas após semanas de adaptação, mesmo assim de forma incompleta.

CONSEQUÊNCIAS NEGATIVAS DO TRABALHO NOTURNO

  • Fadiga crônica: inversão incompleta do ritmo circadiano e recuperação insuficiente;
  • Sensação de cansaço;
  • Irritabilidade;
  • Tendência a depressões;
  • Diminuição da motivação e da disposição para o trabalho;
  • Perturbações do apetite;
  • Perturbações do sono;
  • Perturbações da digestão.

TRABALHO EM TURNOS

RECOMENDA-SE PERÍODOS MAIS CURTOS PARA:

  • Reduzir a fadiga decorrente do trabalho noturno;
  • Propiciar mais tempo livre para a vida familiar e para os contatos sociais.

RECOMENDAÇÕES ERGONÔMICAS

  • Iluminação: evitar ofuscamentos e baixos níveis de iluminação;
  • Evitar trabalho monótono: sonolência e sensação de fadiga (aumento do número de acidentes);
  • Propiciar movimentação mais frequente;
  • Jornada máxima de 6 horas para trabalhos difíceis ou pesados;
  • Jornada máxima de 8 horas para trabalhos mais leves;
  • Início do turno da manhã deve ser após 6 a 8 horas de descanso.

RECOMENDAÇÕES ERGONÔMICAS

  • Sistemas contínuos de turnos: mais finais de semana de descanso, com dois dias de folga;
  • Idade: acima de 25 anos e abaixo de 50 anos;
  • Alimentação balanceada deve ser assegurada;
  • Contraindicados: distúrbios psicossomáticos, labilidade emocional, insônia diurna e má adaptação ao trabalho noturno.

Qualidade de Vida no Trabalho

SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO

  • Destaque atual;
  • Voltada para os aspectos internos da organização: desenho de cargos e condições físicas do ambiente de trabalho;
  • Homem produtivo × ambiente organizacional × ambiente externo;
  • Visão integradora do ambiente interno e externo da organização para uma boa qualidade de vida.

AS ORGANIZAÇÕES PODEM TRABALHAR DUAS LINHAS DE AÇÃO:

APRIMORAR A SI PRÓPRIAS:

  • Oferecer ambientes físicos e psicossociais mais favoráveis.

AUXILIAR SEUS EMPREGADOS NO SENTIDO DO AUTODESENVOLVIMENTO:

  • Autoaprimoramento (amadurecimento pessoal e profissional);
  • Habilidades necessárias para enfrentar altos e frequentes níveis de estresse.

APRIMORAMENTO DAS ORGANIZAÇÕES

AMBIENTE FÍSICO:

  • Ergonomia: LER/DORT;
  • Higiene ocupacional: riscos químicos, biológicos e físicos existentes no ambiente de trabalho;
  • Construção e manutenção de ambientes físicos adequados:
    • Prevenção de doenças e desconfortos;
    • Redução dos custos com saúde e justiça;
  • Comunicação dos investimentos aos empregados: motivação.

LINHAS DE AÇÃO DAS ORGANIZAÇÕES

ESTILO DE VIDA:

  • Prevenção de inúmeras doenças: cardiovasculares, musculoesqueléticas e psicossomáticas;
  • Objetivo: conscientização, por meio de processos educativos, da necessidade de gerenciar o estilo de vida, tornando-se mais saudável, feliz e produtivo.

ALIMENTAÇÃO:

  • Distorções alimentares com aporte excessivo ou insuficiente de nutrientes e energia;
  • Desequilíbrios que podem levar a distúrbios funcionais e doenças;
  • Estado psíquico durante a alimentação: distúrbios de comportamento, ansiedade, obesidade e ritual de relacionamento.

ATIVIDADE FÍSICA AERÓBIA:

  • Aumento da resistência para os esforços;
  • Diminuição da fadiga e aumento da disposição para as atividades diárias;
  • Aumento do bem-estar físico e psíquico (liberação de endorfinas);
  • Redução da atividade do sistema nervoso simpático (estresse);
  • Aumento da atividade do sistema nervoso parassimpático (relaxamento).

EXERCÍCIOS DE ALONGAMENTO MUSCULAR:

  • Prevenção e combate aos desajustes nocivos para o sistema musculoesquelético;
  • Redução das tensões musculares;
  • Coordenação motora (redução do desgaste de energia);
  • Aumento da amplitude dos movimentos;
  • Prevenção de lesões;
  • Melhor consciência corporal.

RELAXAMENTO:

  • Manutenção da saúde e aumento da produtividade;
  • Estresse: desajustes no comportamento e ineficácia do trabalho;
  • Aumento dos casos de infarto agudo do miocárdio, insônia, depressão, ansiedade e abuso de drogas e álcool;
  • Técnicas de relaxamento rápidas são importantes devido ao tempo escasso disponível para grande parte das pessoas.

EFEITOS DO RELAXAMENTO:

  • Saúde;
  • Capacidade de concentração e pensamento;
  • Estabilidade emocional;
  • Aumento da capacidade produtiva;
  • Melhor desempenho com menor gasto possível de energia.

ADMINISTRAÇÃO DO TEMPO:

  • Extremamente essencial: escasso e valioso;
  • Pré-requisito de uma vida equilibrada e produtiva.

A ADMINISTRAÇÃO DO TEMPO INCLUI:

  • Distinguir o que é importante do que é urgente;
  • Conduzir as ações em função dos resultados esperados;
  • Administrar cada dia em função de um projeto maior de vida;
  • Ter foco em objetivos futuros para determinado projeto de vida.

PROGRAMAS VOLTADOS PARA HÁBITOS POSITIVOS:

  • Voltados para saúde e segurança;
  • Transformação de mentalidade e comportamento.

PROGRAMAS ESPECIAIS:

  • Diabetes;
  • Hipertensão;
  • Uso de drogas psicotrópicas;
  • Alcoolismo.