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Ferramentas Ergonômicas.
A Avaliação Ergonômica do Trabalho é uma prática que categoriza as atividades laborais para permitir a modificação das tarefas e a busca por adaptações mais adequadas à saúde física. Dentro dessa prática, destacam-se métodos específicos de análise postural, como o método OWAS e o método RULA. O método OWAS, criado na Finlândia em mil novecentos e setenta, tem o objetivo de identificar e avaliar posturas inadequadas que podem determinar o aparecimento de problemas musculoesqueléticos. Ele permite catalogar as posturas combinadas entre as costas, os braços, as pernas e as forças exercidas sobre o sistema corporal, atribuindo um código de quatro dígitos para cada situação. O primeiro dígito refere-se às costas, classificando-as como eretas, inclinadas para frente ou para trás, torcidas ou inclinadas para os lados, ou ainda uma combinação de inclinação e torção. O segundo dígito avalia os braços, observando se ambos estão abaixo da linha dos ombros, se um braço está no nível dos ombros ou se ambos encontram-se nessa altura ou abaixo. O terceiro dígito é dedicado às pernas, englobando posturas como estar sentado, em pé com as pernas esticadas, com o peso concentrado em apenas uma perna, com os joelhos dobrados, agachado, ajoelhado ou em movimento. O quarto dígito mede o levantamento de carga ou o uso da força, categorizando o peso em menos de dez quilos, entre dez e vinte quilos, ou excedendo vinte quilos. Com base nessa codificação e no percentual de tempo de permanência na postura, definem-se categorias de ação que indicam desde a ausência de necessidade de correção até a exigência de mudanças imediatas no posto de trabalho.
Outra ferramenta importante é o método RULA, criado em mil novecentos e noventa e três, que utiliza diagramas para avaliar a exposição aos fatores de risco, como o número de movimentos, o trabalho estático, a força e a postura adotada sem pausas. Esse método divide a avaliação em dois grupos principais. O grupo A analisa o braço, o antebraço e o punho. A pontuação do braço varia de um a quatro, dependendo do grau de flexão ou extensão, com acréscimo de pontuação caso haja abdução, e redução se o braço estiver devidamente apoiado. O antebraço recebe pontos baseados no ângulo de flexão, com penalidades adicionais se o movimento for transversal ou para fora da linha do corpo. O punho é pontuado por desvios de uma postura neutra para flexão ou extensão, além de acréscimos por desvios radiais, ulnares ou níveis de torção próximos ao limite máximo. O grupo B avalia o pescoço, o tronco e os membros inferiores. O pescoço é avaliado pela angulação de flexão ou extensão, com pontos extras para torções ou curvaturas laterais. A análise do tronco verifica se a postura está bem suportada em um ângulo de noventa graus ou se há flexão acentuada, também penalizando torções estruturais. As pernas recebem uma pontuação menor se o peso estiver distribuído de forma equitativa e os pés bem apoiados, e uma pontuação maior caso os apoios sejam inadequados ou o peso esteja mal distribuído. Após o cálculo da pontuação postural de ambos os grupos, adiciona-se um valor referente à força muscular exigida, que varia de zero, para cargas menores que dois quilos de forma intermitente, até três, para cargas maiores que dez quilos, estáticas, repetitivas ou que envolvam choques diretos.